sábado, 3 de setembro de 2011

Me tiraram do rumo,é eu sei.
Nenhum deles é capaz de acreditar...
Me sinto sozinho,bem mais do que deveria.
A ponta da torre era bem mais em cima
Depois que todos chegam e dizem o que querem dizer meu eu lá dentro começa a morrer.
Depois que todos indicam o que devo fazer,meu peito acelera,acelera e acelera.
Desculpe mamãe mas não sou daqui,não entendo ao certo de onde surgi
(Por que?)
Uma arma sem balas contra a cabeça vazia
Dedos gelados tocando meu coração.
Princípios caídos de uma causa ruim,pensamentos escuros,ciclos sem fim.
Aquele eu de ontem se perdeu no amanhã,correndo por entre os espelhos misticos,aqueles espelhos que te mostram o que deve ser feito.
As vozes não param,o tempo não para,mas meu cérebro estagna.
Ninguém me escuta, ninguém quer ouvir e ainda me dizem "Isso não é tão ruim assim"
Pagamos com nosso suor por um mundo que não é nosso,desistimos da luta,preferimos a guerra,daquelas que todos morrem no fim.
Estamos perdidos todos condenados a morrer desgraçados neste maldito calabouço.
Dinheiro,dinheiro todos só pedem por isso,olhos porcos e gananciosos sobre o mar dourado das oportunidades,vida sem respostas... existência ridícula...
Nunca me perguntaram se eu quis assim
Isso não é uma obra,não é um poema sou eu aqui de dentro gritando para mim de fora.
Preciso de ajuda,preciso que me entendam,preciso ser livre,não aguento mais escrever de dentro pra fora,conversar com as paredes,gritar para o vácuo.
Não aguento mais ser mais só um menino
Apenas mais um no meio da multidão.
Não acredito no que dizem,não concordo com o que pensam...
O mundo,a vida,o universo,meu eu interior,meu eu exterior,meu eu ao inverso, alguém por ai?
Dentro ou fora...
Quero ir embora dessa ilusão,se alguém poder me dar as respostas que desejo,preciso de respostas e não de mais uma nova proposta de como ser feliz.
Não quero dinheiro,não quero posses,não quero mulheres,não conto com a sorte.
Só quero respostas para os meus porquês.
Por que eu sou eu e você é você?
Sou uma criança que nunca cresceu,sempre o garoto de óculos e tampão,aquele que sempre pede perdão.
Continuo o mesmo,agora um pouco maior,mas não posso dizer que me encontro melhor.ainda sou aquele velho garoto com medo da morte,que não sente os pés tocando o chão.
Agora estou vivo,estou vendo e sentindo mas lá no fundo continuo dormindo.
Preciso sair,preciso escapar das garras deste mundo que deseja me estrangular,as vezes sufoco,perco o ar...


VERTIGENS,VERTIGENS,VERTIGENS!


Acho que vou desmaiar.
Se pode me ouvir então tente escutar,são coisas diferentes se parar para pensar.
Quero ir embora,preciso fugir,deste lugar que nunca escolhi..
O que sou?De onde vim?
O que é o mundo?Quem o fez assim?
Se alguém me esculta por favor,responda para mim...aqui não é o meu lugar.
Me desculpem mas não consigo ser como vocês,me desculpem isso não é para mim,esse mundo não é meu...
Eu imploro me tirem daqui...

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